A Pessoa como ser de relação: 

consigo mesmo e com os outros


A Relação com o outro. 

Descartes, na sua célebre máxima dizia: “cogito ergo Sum” ou seja, “penso logo existo”. É a racionalidade que remete ao Homem à descobertade si mesmo, numa relação subjetiva. 



Para Emmanuel Lévinas, a descoberta de si próprio ocorre na experiência da sociabilidade que permite o Homem interpelar-se pela existência do  outro. É no rosto do outro que eu me descubro a mim mesmo numa  relação cara a cara. O outro é sempre definido na função do eu eo eu só se reconhece como  tal e encontra plena complementaridade face ao outro eu. Eu sou eu na  minha relação com o outro. relações sociais pois, o Homem está consciente das suas qualidades e aprender que o ajudarão a moderar as suas atitudes e estabelecer relações sadias com o mundo à sua volta.


A Relação consigo mesmo 

A pessoa na sua relação consigo mesmo é chamada a cultivar bons e sentimentos (amor, amizade, solidariedade, justiça, altruísmo); uma respeitar-se como homem e mulher, reconhecendo-se como sua mulher; uma  desenvolver bons hábitos em conformidade com as normas morais vigentes na sua sociedade, a ganância, inveja, o rancor e o  ciúme. Entre estas características vamos refletir sobre algumas que dizem respeito a pessoa própria. 

1. A Indiferença é uma atitude mediante a qual elevamo-nos acima dos outros, ignorando-os. Nesta atitude os outros são tomados como objetos  simples. Porém, é preciso ter consciência de que por mais  que queremos ignorar, o outro está presente como está, como um 

2. Ódio é uma atitude através da qual o Homem abandona a pretensão de realizar uma união com o outro e fingir-lo. Tal como a  indiferença, o ódio representa uma experiência de fracasso porque reconhece a existência do outro, embora procurando aboli-la, 

3. Amor representa um projeto de aula com o outro. Não é por mero desejo de possuir físico que o amor é facilmente satisfeito. Para Sartre, o que se deseja no amor é cativar a consciência, é a liberdade do outro enquanto tal e não a posse de uma determinada pessoa. 

O amor  é uma experiência profunda da relação com o outro como uma 

4. Paixão é um sentimento arrasador que aparece independentemente de nós, da nossa vontade ou escolha. A paixão é irracional enquanto que  O amor é, fiel, não é racional.

5. Indiferença- é ignorando totalmente o outro. Na indiferença a pessoa não tem sentimento com o outro. Outro é como se existe ou então não é considerado como um objeto simples.


RESUMINDO

A pessoa descobre-se através da: 

• Racionalidade (Descartes); 

• Sociabilidade, ao interpelar o rosto do outro (Lévinas); e, 

• Família através da experiência do amor (Mounier). 

• A união consigo própria auto-consciência (Sócrates). 

• A noção de pessoa como um ser de relações foi desenvolvida pelos personalistas, em oposição à criacionista kantiana. 

Filósofos como Mounier, Martin Buber, Emmanuel Lévinas, acentuaram a dimensão afectiva da pessoa e afirmaram que a relação interpessoal só atinge plenitude se ela for orientada para Deus e para a transformação da sociedade. 

• Embora possa descobrir-se a si mesmo através da racionalidade (Descartes) é sobretudo na experiência da sociabilidade e relação que o Homem descobre a si mesmo como pessoa e descobre os outros como fonte principal de sua existência, visto  que você existe porque o outro também existe. O outro constitui o único objeto e minha razão de ser pessoa único objeto e minha razão de ser pessoa.